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SEXTA CULTURAL – Grupo Brasil Holandês do Iphaep lança 6ª Plaqueta sobre a Carta que Nassau escreveu quando deixou o Brasil

No texto de apresentação da carta, o jornalista Ademilson José ressalta o conjunto de obras deixadas e relacionadas por Nassau

Por: Aristelson Silva

O Grupo de Pesquisa em História do Brasil holandês, vinculado ao Instituto Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP), lança, nesta sexta-feira, 6, às 16h, na filial da Livraria do Luiz, no segundo piso do Meg Shopping, em Manaíra, a plaquete “Adeus Brasil – Carta de despedida de Maurício de Nassau”.

Distribuída em 44 páginas, quatro delas dedicadas à carta de Nassau, a plaqueta foi organizada pelo antropólogo Carlos Azevedo e pelo jornalista Ademilson José, e tem o selo da Editora Ideia, cujo diretor, Magno Nicolau, também participa com o texto “Por que editar, hoje, Maurício de Nassau”.

Na ocasião, o título do texto escrito pelo diretor da Ideia será tema de um debate que contará com as participações do próprio Magno Nicolau, dos organizadores da publicação, Jéssica Queiroz (escritora) e dos historiadores Edivaldo Lira e Ronilene Diniz, ambos do Instituto Histórico e Artístico do Estado da Paraíba(IPHAEP).

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Antes do texto principal que é a carta de Nassau, a plaquete relaciona os membros do Grupo de Pesquisa em História do Brasil Holandês (GPHBH);continua com dedicatória e agradecimentos e uma arte da imagem de Nassau assinada por Felipe Eugênio da Silva que é graduado e mestrando em Arquitetura na UFPB.

Reproduzida na íntegra, a carta é o que, dois dias antes de deixar o Brasil em maio de 1644, Maurício de Nassau resolveu escrever não somente como despedida, mas também como resumido registro de tudo sobre como encontrou o Brasil e o que pôde realizar não somente no Recife (sede do governo), mas em todo o Brasil holandês que, no seu período, se estendia do hoje Estado de Sergipe ao Maranhão.

Ele destaca as obras de infraestrutura da chegada e os primeiros traços do Recife que, em sua época, já se consolidava como uma cidade cosmopolita no continente americano, ao mesmo tempo em que lamenta o que não pôde realizar especialmente pela falta de tempo, visto que seu período no Brasil se resumiu a sete anos.

No texto de apresentação da carta, o jornalista Ademilson José ressalta o conjunto de obras deixadas e relacionadas por Nassau, ao mesmo tempo em que, como leitor atento do documento, destaca justamente o clima de “saudade antecipada” que o conde alemão deixa transparecer nas linhas e entrelinhas dos seus escritos de despedida.

“São muitas as imaginações e análises que podem ser tiradas da carta de Nassau. Trata-se de uma despedida com declaração de amor. Ao mesmo tempo, uma confissão de que precisava e devia, mas que não estava gostando nem um pouco da ideia de deixar o lugar”, observa Ademilson, ao complementar que, ao ler e reler a carta, acabou ficando com a impressão de que Nassau a escreve por isso, pela tristeza e pela saudade antecipada que lhe abateram antes mesmo de deixar o Brasil.

Depois da apresentação e da carta, a plaqueta prossegue com uma nota dos organizadores explicando que o documento foi publicado pela primeira vez no relatório do Moinho Recife de 1986-1987 e, depois, pelo arquiteto José Luiz Mota Menezes, nas Edições Bagaço, Recife 2003. Segundo os organizadores, foi desta última publicação que o texto da carta foi extraído para a plaqueta em lançamento.

Com o objetivo de melhor situar os leitores, especialmente os leitores menos avisados sobre a vida de Nassau e sobre o período da presença holandesa no Brasil (1624-11654), a publicação inclui uma cronologia que começa com o nascimento do conde em 1604 e sua morte em 1679, na Alemanha.

Na parte da presença holandesa, a cronologia ressalta a chagada e a saída dos holandeses de Salvador entre 1624 e 1625; a ocupação de Pernambuco em 1630 e o incêndio de Olinda no ano seguinte; a ocupação da Paraíba e posse do seu primeiro Servaes Carpentier, entre 1634 e 1635.
Dois artigos assinados pelo organizador Carlos Azevedo (antropólogo) abrem a parte dos anexos que conta, também, com um soneto do poeta Humberto Campos sobre Mauricio de Nassau e o Recife no tempo dos flamengos. Há também algumas reflexões de alguns especialistas em Brasil holandês, entre eles,Everaldo Moreira Véras, Evaldo Cabral de Mello eJosé Van den Besselaar.

“Por fim, João Maurício chegou à fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo, PB, de onde, aos 23 de maio de 1644, rumou para a Holanda”. É assim que Everaldo Moreira Véras relata os últimos momentos de Nassau no Brasil e é com este e outros registros dele na contracapa que os organizadores também resolveram fechar a plaqueta.

Artigos e novos projetos do grupo

Idealizador e coordenador da plaqueta, o antropólogo Carlos Azevedo participa da publicação com dois artigos, nos quais, traça relatos especificamente sobre a carta-tema e também sobre Maurício de Nassau e seu período de permanência em terras brasileiras.

No primeiro artigo, intitulado “Maurício de Nassau em Frederica”, Azevedo lembra episódio ocorrido em 1638, quando o conde retorna de Sergipe para o Recife acometido de ataque de gota, e que, aconselhado pelo seu médico, Willem Piso, decide passar uns dias na cidade Frederica (Frederikstadt), na capitania holandesa da Parahyba.

“Piso sabia que a Parahyba em águas e ares era uma das regiões mais saudáveis do Brasil holandês”, observa Carlos Azevedo que, como dedicado estudioso desse tema, também foi o idealizador e criador do Grupo de Pesquisa em História do Brasil holandês do IPHAEP.
Carlos Azevedo costuma revelar que, nesses últimos tempos, o Brasil holandês tem sido o tema preferido de suas leituras e de suas pesquisas, e que como membro do grupo do IPHAEP, além das atividades que já pôde realizar, tem outros projetos que podem ser concretizados até o final deste ano.

Entre esses projetos, ele destacou uma segunda publicação desta feita sobre Elias Herckmans, governador e autor da conhecida e elogiada “Descrição da Capitania da Paraíba (1639), e um seminário ou simpósio sobre Duarte da Silveira, um dos maiores empreendedores do Brasil holandês na Paraíba.

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5 respostas

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